segunda-feira, 2 de julho de 2012

Aquilo que não ______.

talvez não haja nada realmente errado com o chão que você pisa.
 

Não há fotos sorridentes em alguns lugares da própria vida. Pode-se imaginar que o que existe nas redes sociais são as fachadas, varandas, marquises, os espaços grandes, iluminados, confortáveis, cheios de imagens publicitárias, sorrisos, lustres, copos, flashes, dourados, esperanças de lutas e bons augúrios.

E há os outros lugares além destes: as cozinhas, os vestiários, os becos, as ruelas, os sótãos, os porões. Os espelhos. Alguma calçada escura, iluminada por um poste. Os arrependimentos. Um momento na sua infância que não deve ser compartilhado, senão vira pó. Uma pilha de curriculum vitae com as coisas que você tentou e falhou. Algo, ou alguém, ainda lá.

Ninguém vê você indo até estes lugares, saindo às escondidas no final da festa.

Por  trás de alguma parede falsa naquela sala de jantar cheia há uma escada que desce para o fundo. Nós o convidamos para descer lá embaixo, ou então sair de lá.

2 comentários:

  1. O medo de descer a escada rumo ao porão e encarar cada peça da nossa coleção de erros.

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  2. De descobrir que as peças que encaramos também somos nós.

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